@MASTERSTHESIS{ 2025:1539256507, title = {Reabilitação oral com implantes zigomáticos comparados a implantes instalados em maxilas atróficas: uma análise de custo-efetividade para o serviço público de saúde no Brasil}, year = {2025}, url = "http://tede.bc.uepb.edu.br/jspui/handle/tede/5354", abstract = "Objetivo: Realizou-se uma avaliação econômica de custo-efetividade para reabilitação protética do edentulismo maxilar com implantes zigomáticos em comparação à prótese sobre implantes instalados somente na região maxilar no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS). Métodos: Conduziu-se uma análise de custo-efetividade, na perspectiva do gestor federal do SUS, com coorte hipotética de 1.000 pacientes (55 anos), edêntulos totais maxilares elegíveis para cirurgia. Compararam-se quatro estratégias: RC I (6 implantes associados a enxerto autógeno), RC II (6 implantes mais levantamento de seio com enxerto xenógeno), RZ I (4 zigomáticos) e RZ II (2 zigomáticos com 2 convencionais). Utilizou-se o modelo de Markov com quatro estados (reabilitado; dano reparável; falha; morte não relacionada), horizonte de 20 anos e desconto anual de 5% para custos e efeitos. Os custos (BRL, fev/2025) foram derivados de bases oficiais, painel de especialistas e mercado. A efetividade foi mensurada em QALY, obtida por transformação linear de escores OHIP-14. Probabilidades de transição vieram de estudos clínicos e tábua de mortalidade nacional. Realizou-se análise de sensibilidade probabilística (1.000 simulações de Monte Carlo; distribuições beta para probabilidades/utilidades e gama para custos) e o limiar adotado foi de R$ 40.000/QALY. Resultados: RC II foi dominada por RC I (maior custo e menor efetividade). Em relação à RC I, RZ I apresentou ganho de +1.761,17 QALY ao custo incremental de R$ 24.989.713,60 (RCEI = R$ 14.189,26/QALY); RZ II, +1.026,34 QALY com incremento de R$ 14.499.559,64 (RCEI = R$ 14.127,48/QALY). Ambas ficaram substancialmente abaixo do limiar nacional. As CEACs indicaram RC I mais provável apenas abaixo de R$ 15.000/QALY; acima disso, RZ I e RZ II tornam-se preferíveis, aproximando probabilidade de decisão próxima de 100% acima de R$ 25.000/QALY. O plano de custo efetividade mostrou dispersões no quadrante de maior custo e maior efetividade, majoritariamente sob a linha de decisão de R$ 40.000/QALY. Conclusão: As estratégias com implantes zigomáticos (RZ I e RZ II) mostraram-se custo-efetivas frente à RC I no SUS, enquanto RC II foi dominada. Os achados apoiaram a consideração de implantes zigomáticos para maxilas atróficas clinicamente elegíveis, condicionada à capacidade instalada, protocolos padronizados e monitoramento pós-implantação.", publisher = {Universidade Estadual da Paraíba}, scholl = {Programa de Pós-Graduação Profissional em Ciência e Tecnologia em Saúde - PPGCTS}, note = {Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa - PRPGP} }