@MASTERSTHESIS{ 2025:2109621000, title = {Análise das publicações sobre sífilis e herpes em perfis do instagram de veículos oficias de saúde no Brasil}, year = {2025}, url = "http://tede.bc.uepb.edu.br/jspui/handle/tede/5373", abstract = "A sífilis (adquirida e congênita), o herpes simples e o herpes-zóster são infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) comuns e representam desafios importantes para a saúde pública no Brasil e no mundo. Diante disso, é essencial que campanhas educativas e estratégias de comunicação em saúde utilizem canais de ampla disseminação, como as redes sociais, especialmente o Instagram. Este estudo teve como objetivo analisar a clareza comunicacional das postagens de órgãos oficiais de saúde no Instagram que abordavam temáticas relacionadas à sífilis e ao herpes voltadas à população em geral. Foram identificadas publicações em 81 perfis institucionais, incluindo Secretarias Estaduais de Saúde, Associações e Conselhos de Odontologia, além do Ministério da Saúde. As postagens foram classificadas quanto ao tipo de conteúdo (ações educativas, divulgação de boletins epidemiológicos, combate às fake news e campanhas governamentais), formato da mídia, abordagem temática, número de posts (slides), curtidas, comentários e visualizações. A análise da clareza das postagens com caráter educativo foi realizada por quatro pesquisadores, previamente treinados e calibrados (Cohen’s Kappa intra e interexaminadores ≥ 0,80), utilizando o Índice de Comunicação Clara, versão brasileira do CDC (BR-CDC-CCI), validado em 2020. A amostra foi composta por 200.402 publicações, das quais 520 abordavam a sífilis (adquirida ou congênita) e 44 o herpes (simples ou zóster), resultando em dois planos de análise derivados. As postagens foram publicadas entre os anos de 2013 e 2024. As Secretarias Estaduais de Saúde foram responsáveis pela maioria dos conteúdos (sífilis: 82,5%; herpes: 40,9%). Os temas mais frequentemente abordados foram sífilis adquirida (68,9%) e herpes simples (86,4%), sendo o formato mais utilizado o de imagens (sífilis: 84,6%; herpes: 84,1%). Em grande parte das postagens, o tema foi apenas mencionado (sífilis: 59,0%; herpes: 72,7%), embora a maioria fosse de natureza educativa (sífilis: 50,2%; herpes: 84,1%). A clareza comunicacional, medida pelo BR-CDC-CCI, foi considerada baixa para ambas as temáticas (média de 59,7%, DP = 18,3 para sífilis e de 59,7%, DP = 18,1 para herpes). A média de postagens por publicação foi de 2,34 (DP = 2,14) para sífilis e 2,18 (DP = 1,87) para herpes; o número médio de curtidas foi de 394 (DP = 1186) e 597 (DP = 1853), respectivamente; e a média de comentários foi de 7,67 (DP = 27,5) para sífilis e 10,8 (DP = 42,9) para herpes. Houve correlação positiva e significativa entre o escore do BR-CDC-CCI e o número de curtidas (r = 0,269; p ≤ 0,01), bem como entre o escore e o número de postagens sobre herpes (r = 0,833; p ≤ 0,05). As postagens produzidas pelo Ministério da Saúde sobre sífilis apresentaram maior clareza comunicacional (p < 0,01). No caso do herpes, publicações em formato carrossel (com dois ou mais posts) e aquelas com número de curtidas ≥ 105 obtiveram escores significativamente mais altos de clareza (p = 0,025 para ambos os casos). Diante disso, reforça-se que, embora os órgãos oficiais de saúde utilizem o Instagram como ferramenta educacional para a divulgação de conteúdos sobre sífilis e herpes, os resultados deste estudo apontam baixa clareza comunicacional. Torna-se, portanto, necessário que esses veículos invistam na produção de conteúdos mais claros, didáticos e baseados em fontes confiáveis, a fim de ampliar o acesso à informação em saúde e garantir que as mensagens educativas alcancem de forma compreensível a população", publisher = {Universidade Estadual da Paraíba}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Odontologia - PPGO}, note = {Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa - PRPGP} }