@MASTERSTHESIS{ 2025:1324887230, title = {Micropartículas do extrato de spondias bahiensis obtidas por spray drying: uma abordagem para fotoproteção natural}, year = {2025}, url = "http://tede.bc.uepb.edu.br/jspui/handle/tede/5378", abstract = "A exposição excessiva à radiação ultravioleta (UV) está diretamente associada ao fotoenvelhecimento e ao aumento da incidência de neoplasias cutâneas, reforçando a necessidade de estratégias fotoprotetoras seguras e ambientalmente sustentáveis. Nesse contexto, ativos vegetais antioxidantes surgem como alternativas promissoras aos filtros sintéticos, especialmente diante dos impactos ecológicos já atribuídos a estes últimos. Este estudo descreve o desenvolvimento e a caracterização de micropartículas obtidas por spray drying a partir do extrato hidroalcoólico das folhas de Spondias bahiensis. O extrato, preparado por maceração dinâmica (etanol:água, 70:30), apresentou teor de sólidos de 52,7 ± 2,3 mg/mL. As micropartículas, produzidas com polivinilpirrolidona (PVP K-30) e dióxido de silício coloidal (Aerosil®) atingiram rendimento médio de 57,8% ± 1,5 reforçando a eficiência e robustez do processo, com morfologia heterogênea e subesféricas, tamanho inferior a 180 μm com teor de umidade <5%, inferindo estabilidade à longo prazo. As análises por DRX, FTIR e DTA/TG confirmaram preservação estrutural dos fenólicos e maior estabilidade do extrato microparticulado em relação ao extrato bruto. A atividade fotoprotetora UVB, determinada pelo método de Mansur, evidenciou FPS de 12,08 ± 1,81 para a formulação com micropartículas (FMUC) e FPS 12,21 ± 1,81 para o extrato não encapsulado (FUC). Os ensaios biológicos demonstraram perfil de segurança para toxicidade aguda em Artemia salina abaixo de 2% com viabilidade dos fibroblastos L929 (>70% em 2000 μg/mL). Sob irradiação UVA e UVB, as formulações contendo as micropartículas preservaram 86,7% e 80,3% respectivamente a viabilidade celular L929, com aproximadamente 90% da fotoproteção do extrato puro para ambas as radiações. Para a fotoproteção UVA frente ao microcustrácio, o resultado obtido foi de 100% de sua viabilidade. Em síntese, a microencapsulação de S. bahiensis resultou em sistemas estáveis, seguros e com desempenho fotoprotetor aprimorado, configurando um potencial ativo funcional para dermocosméticos inovadores e sustentáveis. Estes achados reforçam a valorização da biodiversidade brasileira como fonte estratégica de novos fotoprotetores naturais com impacto científico, farmacêutico e ambiental.", publisher = {Universidade Estadual da Paraíba}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas - PPGCF}, note = {Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa - PRPGP} }