@PHDTHESIS{ 2025:2007067010, title = {Estética afrofuturista: história, teoria e sua expressão no Brasil}, year = {2025}, url = "http://tede.bc.uepb.edu.br/jspui/handle/tede/5395", abstract = ""O mundo de amanhã será a África" (MBEMBE, 2016). Essa afirmação vincula tempo e espaço, categorias narrativas evocadas no conceito de afrofuturismo, pois trata-se de um movimento artístico, estético, cultural, político e filosófico que tem como foco uma visão afrocêntrica e o protagonismo negro, seja na realidade seja na ficção; nessa última o “protagonismo” é extensivo, já que parte da criatura ao criador, uma vez que reivindica-se essa posição de destaque tanto no que se refere à autoria quanto à criação de personagens. Na literatura, por meio da ficção especulativa e seus subgêneros, esse conceito propicia reflexões acerca de como construir um futuro mais justo e a reivindicação de um espaço e lugar de fala para a população negra. Assim, realidade e ficção caminham em paralelo de modo que a arte literária parte da crítica social. Nesse sentido, o presente trabalho tem como objetivo principal analisar a manifestação da estética afrofuturista na literatura e outras artes contemporâneas brasileiras, com ênfase na literatura de Ficção Especulativa de autoria negra. E, como específicos, investigar a construção do conceito de Afrofuturismo ao longo da história da Ficção Especulativa afro-americana; analisar como o conceito de Afrofuturismo se materializa nas manifestações artísticas e literárias brasileiras contemporâneas; estudar a representatividade do negro na Ficção Científica brasileira; discutir o Afrofuturismo como possível quarta onda da Ficção Científica brasileira e, por fim, analisar a produção literária de Fábio Kabral e Lu Ain-Zaila à luz desse conceito buscando mostrar que o movimento afrofuturista, na literatura brasileira contemporânea, configura-se como uma forma de expressar o desejo de liberdade das amarras do olhar de fora sobre o negro e suas representações, promovendo a valorização e protagonismo dessa estética. Para o alcance dos objetivos, evocamos a fortuna crítica produzida por Dery (1994), Womack (2013), Freitas (2018) sobre o conceito de Afrofuturismo; Tavares e Matangrano (2018) e Causo (2003) acerca do gênero Ficção Especulativa e Ficção Científica no Brasil e, Bernd (1988) e Cuti (2010) sobre as discussões em torno da literatura negra brasileira e outras temáticas relacionadas. A metodologia adotada foi a análise textual. Percebe-se que o Afrofuturismo inaugura a Ficção Científica negra brasileira e se constitui como uma conquista do lugar de fala e espaço de afirmação identitária para essa parcela da população tão silenciada e marginalizada.", publisher = {Universidade Estadual da Paraíba}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Literatura e Interculturalidade - PPGLI}, note = {Centro de Educação - CEDUC} }